Nas minhas viagens pelas escolas de norte a sul de Portugal — de Viana do Castelo a Faro, passando por Bragança, Vila Real, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja — descobri algo que não está nos relatórios oficiais nem nas avaliações externas: a criatividade infantil ainda vive. Vive nos gestos, nas perguntas e nas invenções diárias de educadores e professores que transformam o comum em extraordinário.
Durante anos ouvi dizer que “as crianças já não são criativas”, que “só querem ecrãs” ou que “não sabem brincar sozinhas”. Mas o que testemunhei desmente tudo isso. O cérebro das crianças continua a ter a mesma curiosidade de sempre. O que mudou foi o contexto...
.png)
Garantia de 14 dias